quinta-feira, 3 de dezembro de 2020

Cartão de Natal

Essa semana fizemos o cartão pro Papai Noel com carimbo de mão + tinta guache.

Foi um sucesso 🎅🎅🎅🥰😍

Maquete de Tirinhas

Essa semana fizemos uma Maquete de Tirinhas.

Usando tiras de 3cm de largura e pelo menos 30cm de comprimento, cola e uma folha. 

A proposta é que as crianças criem de acordo com sua criatividade!!! 

Após a colagem, puderam decorar e usar seus brinquedos para brincar na sua produção. 

Tivemos arco-íris, pista, cobra. Foi uma proposta bem bacana! 

🥰❤️

sábado, 21 de novembro de 2020

Black Friday

Bora treinar em casa amiga professora? 

Aproveite o mega desconto de 33%!

Pague $7 no primeiro mês, e $19,00 nos seguintes - ao invés de $29,90.

É menos da metade do preço de uma pizza.

E você vai ter a disposição mais de 1000 aulas, sempre com novas aulas. 

Treino hipopressivo, fortalecimento, aeróbio, hiit, localizado (glúteo, abdômen), dança, yoga, Pilates, alongamento, e muito muito mais. 

Treinos rápidos e com resultados, basta ter constância. 

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Bora treinar juntas ??? 💪🏻👊🏻

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quinta-feira, 19 de novembro de 2020

Propostas na Pandemia

Pandemia a todo vapor. Vamos brincar com as crianças de algo que elas gostam muito ???

Basta misturar os ingredientes, na medida do receita, misturando com as mãos mesmo. Está pronta !!! Uma areia fofinha e deliciosa de brincar com forminhas, ou mesmo brincar de afofar rsrs 

Aqui foi sucesso garantido, com as crianças e com o filhote. 

sábado, 7 de abril de 2018

Circuito em Sala

Esse circuito fiz em sala com meus pequenos, de 2 anos. 
Engatinharam embaixo das cadeiras, caminharam sobre as mesas e rolaram nos colchões. Sucesso total!!! 

domingo, 2 de agosto de 2015

Festa Junina 2015

Nada mais gostoso que dançar com os pequenos...


Pauta de Observação Educação Infantil

Avaliação na Educação Infantil 

Pauta de observação por eixo de aprendizagem

FICHA DE AVALIAÇÃO
Monte uma planilha do Excel com cada eixo, e os nomes de todos os alunos. É uma boa maneira de avaliar periodicamente seu aluno da Educação Infantil! Mãos à obra!! 


EIXO: LINGUAGEM ORAL  E ESCRITA
Nome Mantém conversas com adultos ou crianças por um período de tempo cada vez mais prolongado? Sua fala é coerente com o tema que está sendo proposto? Elabora perguntas adequadas em função do que quer saber? Seu vocabulário está aumentando? Mantém uma escuta atenta gradativamente por períodos mais longos
Diferencia números de letras? Reconhece o próprio nome? Reconhece o nome de alguns amigos? Tenta representar as letras? Escreve o próprio nome? Escreve os nomes dos amigos? Tenta escrever palavras? Consulta os nomes dos amigos ou outras palavras durante sua escrita?



EIXO: NATUREZA E SOCIEDADE
Apresenta avanços em suas observações e registros? Comunica os resultados de suas observações? Estabelece relação entre suas hipóteses e os resultados obtidos? Elabora questões sobre o tema ao longo do estudo? Valoriza e respeita formas de vida diferentes da própria? Estabelece relações entre o seu modo de viver e o de outras pessoas? Demonstra curiosidade pelo modo de viver de outras pessoas? Manifesta desejo de vivenciar a cultura de outras pessoas por meio de músicas ou brincadeiras?
Estabelece relações de semelhança e diferenças entre os lugares estudados? Faz relação entre diferentes paisagens e o lugar onde vive? Reconhece elementos característicos de cada região ou paisagem? Reconhece mudanças no meio causadas em função da ação do homem ou da natureza?

EIXO: MÚSICA
Canta com seu grupo? Reconhece diferentes tipos de voz? (feminina, masculina de adulto ou criança) Reconhece quando a música tem varias vozes? Reconhece diferentes tipos de sons e instrumentos? Reconhece sons do ambiente? Imita sons utilizando-se da voz ou de objetos? Reconhece sons que diferentes objetos produzem? Acompanha a música marcando o seu pulso? Reconhece diferentes estilos musicais? Reconhece e nomeia diferentes ritmos? Vem ampliando seu repertório musical? Tem uma postura adequada para a escuta de músicas?


EIXO: MOVIMENTO
Nome Escolhe os próprios papéis na brincadeira ou deixa que outras crianças o façam? Assume sempre os mesmos papéis? Que papéis costuma representar? Qual é o jogo dramático preferido? Mantém parcerias constantes? Quais são suas companhias preferidas?

EIXO: ARTES
Nome Utiliza as cores com intencionalidade de representação do real? Mistura as cores para criar outras? Sabe como obter a cor que deseja? Usa várias cores? Pinta o suporte com uma ou várias cores e depois trabalha sobre essa superfície dando contraste? Nome Usa a quantidade adequada de cola? Sobrepõe materiais durante a colagem? Faz uso de materiais variados? Usa a tesoura? Preocupa-se em planejar antes de executar as atividades propostas? Utiliza posições relativas a si mesmo? (Exs.: em cima, embaixo)
EIXO: RACIOCÍNIO LÓGICO MATEMÁTICO 
Recita na ordem convencional? Quais são os erros recorrentes? Evidencia percepção de regularidade numérica? Qual? Continua a contagem a partir de um número diferente de um? Toca os objetos de contar? Conta duas vezes o mesmo objeto? Deixa de contar algum? Separa os objetos já contados dos que ainda não foram contados? Ao terminar a contagem, sabe quantos objetos há no total?
Lê os números de modo convencional? No caso dos números de dos dígitos, lê separadamente os números de ambos os dígitos? (Por ex.: 29 – dois e nove) Escreve número espontaneamente ou somente a pedido do professor? Usa os números para registrar quantidades? Nomeia as figuras geométricas?

quinta-feira, 19 de junho de 2014

Na Festa Junina


Músicas para Higiene em Educação Infantil

Olá!! 
Segue algumas sugestões de músicas para cantar com as crianças no momento da higiene ;)  eles adoram!! 


LAVAR A MÃO
Sai a água da torneira
Faz espuma com sabão
Pra comer a comidinha
Vou lavar as minhas mãos
(Ritmo: música Ciranda cirandinha)

LAVAR AS MÃOS
Vamos lavar as mãozinhas
Que é hora de merendar
Pois não se deve comer
Sem as mãozinhas lavar
Lá, lá, lá.


ÁGUA NA BIQUINHA
Cai a água na biquinha
Faz espuma com sabão
Pra comer a merendinha
Já lavei a minha mão


MÃOS LIMPINHAS
Sai água da torneira
Faz espuma com sabão
Para comer a merendinha
Lavarei as minhas mãos.

Já lavei minhas mãozinhas
Posso agora merendar
Tenho as unhas bem limpinhas
Já podemos começar.

ESCOVE OS DENTES
Bicho papão sempre está doente
Almoça, almoça e janta
E não escova os dentes.

ESCOVINHA
Escovinha que sobe e desce
Escovinha que sobe e desce sem parar
Cuide bem dos meus dentinhos,
Pois com eles vou ficar.
Ela é muito importante
Pra saúde e o bem estar.


BONS HÁBITOS
Nós devemos tomar banho
E escovar os dentes
Temos que cortar as unhas
Que faz parte da higiene.

Usar sempre roupas limpas
E beber água filtrada.
Nunca beba água da bica
Pode estar contaminada.


MEUS DENTINHOS
Meus dentinhos
Eu escovo...vo...
Porque isso...so...
É legal...gal...gal....
Quem escova... va...
Se previne... ne...
E garante... E garante...
Saúde Bucal... cal... cal...

(Ritmo: música Atirei o pau no gato)

UMA MÃO LAVA A OUTRA
Uma
Lava outra, lava uma
Lava outra, lava uma mão
Lava outra mão, lava uma mão
Lava outra mão
Lava uma
Depois de brincar no chão de areia a tarde inteira
Antes de comer, beber, lamber, pegar na mamadeira
Lava uma (mão), lava outra (mão)
Lava uma, lava outra (mão)
Lava uma
A doença vai embora junto com a sujeira
Verme, bactéria, mando embora embaixo da torneira
Água uma, água outra
Água uma (mão), água outra
Água uma
A segunda, terça, quarta, quinta e sexta-feira
Na beira da pia, tanque, bica, bacia, banheira
Lava uma mão, mão, mão, mão
Água uma mão, lava outra mão
Lava uma mão
Lava outra, lava uma
(Arnaldo Antunes)


O desenvolvimento da linguagem da criança


domingo, 2 de fevereiro de 2014

Músicas... Entrada

Olá!! 
Segue algumas sugestões de músicas para cantar com as crianças no momento da entrada, a recepção das crianças na escola... ;) 

BOM DIA COLEGUINHA COMO VAI ?
Bom dia , coleguinha como vai?
Bom dia coleguinha como vai?
Faremos o possível
Para sermos bons amigos.
Bom dia, coleguinha, como vai?
( Ritmo: música: Se você está feliz)

BOM DIA
A sineta está tocando
Para aula começar
Um bom dia assim cantando
Todos nós queremos dar

Nós vamos saudar primeiro
A mestra com simpatia
Dizer para a companheira
Bom dia! Muito bom dia

BOM DIA, BOM DIA
Entrando na nossa escola
Cantamos com alegria
Saudamos os professores
Bom dia, bom dia
Depois ao entrar na sala
Cantamos com alegria
Saudamos os coleguinhas
Bom dia, bom dia

BOA TARDE
Boa tarde minha gente trá-lá-lá-lá
Acabamos de chegar trá-lá-lá-lá
Quem tiver coração triste
Que se alegre pra cantar
Pois estamos na escola
Nossa vida é estudar
(Ritmo: música Fui no Tororó)

AO CHEGAR NA MINHA ESCOLA
Ao chegar na minha escola..
Quero já cumprimentar
Meus amigos, Professoras
Boa tarde, quero dar.
Boa tarde!

BOM DIA AMIGUINHOS
Ao chegar à nossa escola
Cumprimento toda gente
É bom começar o dia
Animado e contente
Digo alô aos amiguinhos
E bom dia à professora
Não esqueço do sorriso
Para nossa diretora.

BOA TARDE MEUS COLEGUINHAS
Boa tarde, meus coleguinhas.
De volta à escola estou.
Deixei a mamãe em casa.
Sua amiga agora sou.
Palma, palma, palma,
Pé, pé, pé,
Roda, roda, roda,
Nossa escola alegre é!

BOA TARDE, MEU AMIGO!
Boa tarde, meu amigo!
Boa tarde, meu irmão!
Com paz e com sorriso,
Cantemos a canção!
Dó, ré, mi, fá, fá, fá
Dó, ré, dó, ré, ré, ré
Dó, sol, fá, mi,mi,mi
Dó, ré, mi, fá, fá, fá
Há flores lá no campo,
ha nuvens lá no céu.
No rio vai correndo
Barquinho de papel!

ALÔ, BOM DIA
Alô, bom dia
Como vai você?
Um olhar bem amigo
Um largo sorriso
E um aperto de mão
E a gente sem saber
Como e porquê
Se sente feliz
E sai a cantar
Uma alegre canção
Bom dia nada custa
Ao nosso coração
É bom fazer feliz
O nosso irmão
Por Deus se deve amar
Amar sem distinção
Alô! Bom dia, irmão!

BOM DIA AMIGO
Bom dia amigo
Bom dia irmão
Abra um sorriso
E cante esta canção
As flores no campo
As nuvens no céu
As águas nos rios
E um barco de papel
Mas venha comigo
E me dê a sua mão
Viva essa vida
Com amor no coração



sábado, 4 de maio de 2013

Olhe Esse Vento nas Costas, Menino

Olhe Esse Vento nas Costas, Menino
Dráuzio Varella
Cuidado com a friagem, meu filho! Minha avó falava assim. A sua, provavelmente, também. Acho que todas as avós do mundo tiveram essa preocupação com os netos. Acostumados a considerar sábios os conselhos que chegaram até nós pela tradição familiar, também insistimos com nossos descendentes para que se protejam da friagem e dos golpes de vento, sem nos darmos conta de que fica estranho repetirmos tal recomendação ingênua em pleno século 21.
Se friagem fizesse mal, a seleção natural certamente nos teria privado da companhia de suecos, noruegueses, canadenses, esquimós e de outros povos que enfrentam a tristeza diária de viver em lugares gelados.
A crendice de que o frio e o vento provocam doenças do aparelho respiratório talvez seja fácil de explicar. Sem ideia de que existiam vírus, fungos ou bactérias, nossos antepassados achavam lógico atribuir as gripes e resfriados, que incidiam com maior frequência no inverno, à exposição do corpo às temperaturas mais baixas.
É possível que a conclusão tenha sido reforçada pela observação de que algumas pessoas espirram e têm coriza quando expostas repentinamente às baixas temperaturas, sintomas de hipersensibilidade (alergia) ao frio, que nossos bisavós deviam confundir com os do resfriado comum.
Confiantes na perspicácia de suas observações, as gerações que nos precederam transmitiram a crença de que friagem e golpes de ar provocam doenças respiratórias, restringindo a liberdade e infernizando a vida de crianças, adolescentes e até dos adultos:
– Não beba gelado, filhinho! Não apanhe sereno! Não saia nesse frio, minha querida, vai pegar um resfriado! Agasalhe essa criança; ela pode ficar gripada. Feche a janela, olhe esse vento nas costas! Descalço no chão frio? Vá já calçar o chinelo!
Crescemos obedientes a essas ordens. Quanto calor devemos ter sofrido no colo de nossas mães enrolados em xales de lã em pleno verão? Quantos guaranás mornos fomos obrigados a tomar nos aniversários infantis? Para sair nas noites frias, quantas camadas de roupa tivemos de suportar? Quantas vezes interromperam nossas brincadeiras porque começava a cair sereno?
A partir dos anos 1950, foram realizadas diversas pesquisas para avaliar a influência da temperatura na incidência de gripes, resfriados e outras infecções das vias aéreas.
Nesses estudos, geralmente realizados nos meses de inverno rigoroso, os voluntários foram divididos em dois grupos: no primeiro, os participantes passavam o tempo resguardados em ambientes com calefação, sem se exporem à neve ou à chuva. No segundo grupo, os participantes eram expostos à chuva, à neve e aos ventos cortantes.
Nenhum desses trabalhos jamais demonstrou que a exposição às intempéries aumentasse a incidência de infecções respiratórias. Ao contrário, diversos pesquisadores encontraram maior frequmicróência de gripes e resfriados entre os que eram mantidos em ambientes fechados.
Numa cidadezinha do interior da Holanda, na segunda metade do século XVII, um dono de armarinho chamado Antoni Leeuwenhoek, que tinha como distração estudar lentes de aumento, montou um aparelho que aumentava o tamanho dos objetos. Por uma curiosidade particular, dessas que costumam mudar os rumos da ciência, Leeuwenhoek, em vez de usar seu microscópio rudimentar para ampliar coisas pequenas, como patas de mosquitos, olhos de mosca ou buracos de cortiça, conforme faziam os ingleses naquela época, procurou as invisíveis. Examinou uma gota de chuva, a própria saliva, uma gota de seu esperma e ficou estarrecido com o que seus olhos viram.
Relatou assim suas descobertas: “No ano de 1675, em meados de setembro (…) descobri pequenas criaturas na água da chuva que permaneceu apenas alguns dias numa tina nova pintada de azul por dentro (…) esses pequenos animais, a meu ver, eram 10 mil vezes menores do que a pulga-d’água, que se pode ver a olho nu”.
Mais de 300 anos depois da descoberta dos micróbios, ainda continuamos a atribuir à pobre friagem a causa de nossas desventuras respiratórias. Convenhamos, não fica bem! Esquecemos que resfriados e gripes são doenças causadas por vírus e que sem eles é impossível adquiri-las. Aceitamos passivamente que o sereno faz mal quando cai em nossas cabeças e que o vento em nossas costas nos deixa doentes, sem pensarmos um minuto na lógica de tais afirmações. Qual o problema se algumas gotas de sereno se condensarem em nosso cabelo? E o vento? Por que só quando bate nas costas faz mal? Na frente não?
Gripes, resfriados e outras infecções respiratórias são doenças infecciosas provocadas por agentes microbianos que têm predileção pelo epitélio do aparelho respiratório. Quando eles se multiplicam em nossas mucosas, o nariz escorre, tossimos, temos falta de ar e chiado no peito. A presença do agente etiológico é essencial; sem ele podemos sair ao relento na noite mais fria, chupar gelo o dia inteiro ou apanhar um ciclone nas costas sem camisa, que não acontecerá nada, além de sentirmos frio.
A maior incidência de infecções respiratórias nos meses de inverno é explicada simplesmente pela tendência à aglomeração em lugares com janelas e portas fechadas para proteger do frio. Nesses ambientes mal ventilados, a proximidade das pessoas facilita a transmissão de vírus e bactérias de uma para outra.
A influência do ar condicionado na incidência de doenças respiratórias, entretanto, não segue a lógica anterior. A exposição a ele realmente favorece o aparecimento de infecções respiratórias agudas, mas não pelo fato de baixar a temperatura do ambiente (o ar quente exerce o mesmo efeito deletério), e sim porque o ar condicionado desidrata o ar e resseca o muco protetor que reveste as mucosas das vias aéreas. O ressecamento da superfície do epitélio respiratório destrói anticorpos e enzimas que atacam germes invasores, predispondo-nos às infecções.

domingo, 30 de dezembro de 2012

Ano Novo...


Senhor, dê-me serenidade para aceitar as coisas que não posso mudar,
a coragem para mudar as coisas que não posso aceitar e a sabedoria para esconder os corpos daquelas pessoas que eu tive que matar por estarem me enchendo o saco.

Também, me ajude a ser cuidadoso com os calos em que piso hoje, pois
eles podem estar conectados aos sacos que terei que puxar amanhã.

Ajude-me, sempre, a dar 100% no meu trabalho...
- 12% na segunda-feira,
- 23% na terça-feira,
- 40% na quarta-feira,
- 20% na quinta-feira,
- 5% na sexta-feira.

E... Ajude-me sempre a lembrar,
quando estiver tendo um dia realmente ruim e todos parecerem estar me enchendo o saco, que são necessários 42 músculos para socar alguém e apenas 4 para estender meu dedo médio e mandá-lo para aquele lugar...

Que assim seja!!!

Viva todos os dias de sua vida como se fosse o último.
Um dia, você acerta.

Luís Fernando Veríssimo

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Quero...


QUERO
"Quero que todos os dias do ano todos os dias da vida de meia em meia hora de 5 em 5 minutos me digas: Eu te amo.
Ouvindo-te dizer: Eu te amo,creio, no momento, que sou amado.No momento anterior e no seguinte,como sabê-lo?
Quero que me repitas até a exaustão que me amas que me amas que me amas.
Do contrário evapora-se a amação pois ao não dizer: Eu te amo,desmentes apagas teu amor por mim.
Exijo de ti o perene comunicado.Não exijo senão isto,isto sempre, isto cada vez mais.
Quero ser amado por e em tua palavra nem sei de outra maneira a não ser esta de reconhecer o dom amoroso,a perfeita maneira de saber-se amado:amor na raiz da palavra e na sua emissão,amor saltando da língua nacional,amor feito som vibração espacial.
No momento em que não me dizes:Eu te amo,inexoravelmente sei que deixaste de amar-me,que nunca me amastes antes.
Se não me disseres urgente repetido Eu te amoamoamoamoamo,verdade fulminante que acabas de desentranhar,eu me precipito no caos,essa coleção de objetos de não-amor."

Carlos Drummond de Andrade 

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

VERBO SER


VERBO SER

Que vai ser quando crescer?
Vivem perguntando em redor. Que é ser?
É ter um corpo, um jeito, um nome?
Tenho os três. E sou?
Tenho de mudar quando crescer? Usar outro nome, corpo e jeito?
Ou a gente só principia a ser quando cresce?
É terrível, ser? Dói? É bom? É triste?
Ser; pronunciado tão depressa, e cabe tantas coisas?
Repito: Ser, Ser, Ser. 
Que vou ser quando crescer?
Sou obrigado a? Posso escolher?
Não dá para entender. Não vou ser.
Vou crescer assim mesmo.
Sem ser Esquecer.

Carlos Drummond de Andrade

domingo, 16 de setembro de 2012

Morreu a velhinha


Morreu a velhinha


"The lacemaker”, de Johannes Vermeer.Daqui. 

Morreu 3 dias depois de chegar aos 100 anos.
Parece que estava só esperando o centenário.
Da vida não teve muitos segredos:
Nasceu, cresceu, casou, teve filhos,
Aprendeu a ler e escrever o básico.
Ela nunca ouviu falar de Alberto Caieiro,
Mas concordaria com o heterônimo:
Se depois de eu morrer, quiserem escrever a minha biografia,
Não há nada mais simples
Tem só duas datas – a da minha nascença e a da minha morte.”

Ela não saía muito de casa:
Cresceu no mato, casou no mato,
Só depois virou urbana.
Na cidade, então pequena,
Era de casa para a venda;
Da venda para casa;
E aos domingos, missa.
Não viu muita coisa do mundo.
Não viu Getúlio Vargas,
Não viu a segunda guerra,
Já ouviu falar de Hitler,
Não conheceu Stálin, Mussolini,
Mas da bomba atômica ouviu falar
E acreditou em Deus Pai para a todos salvar. 
Não viu os hippies e nem o Vietnã;
Nunca soube quem eram os beats e os Beatles,
Rolling Stones e Jovem Guarda,
Mas gostava de algumas canções do Roberto Carlos;
Ouviu falar que o homem pisou na lua,
Mas nunca soube de Kennedy e Luther King.
Passou pela ditadura que nem se deu conta;
Viu que Tancredo Neves morreu,
E depois disso não sabe o que aconteceu;
Viu que um presidente jovem saiu,
E depois disso não sabe o que aconteceu,
Embora neste período tenha ficado mais pobre.
Ouviu falar que o mundo acabaria no ano 2000
E não viu o fim do mundo;
Viu uns edifícios arderem em chamas nos EUA,
Mas nunca soube direito o que aconteceu;
E nos últimos tempos assistia TV
Sem nada entender.

Mas ela viu muitas outras coisas.
Viu os filhos crescerem,
Os netos aparecerem,
A família prosperar.
Viu as plantas do jardim,
Ouviu o canto dos pássaros,
Agradeceu pela chuva,
Plantou na terra fértil,
Colheu o fruto de seu trabalho
E como viu que era bom, continuou.
Viu nascimentos e mortes,
Viu lamentos e felicidades,
Viu os animais de estimação,
Grandes alegrias.
Viu exames de saúde perfeita,
Poucas vezes no hospital esteve;
Viu milagres e falsidades,
Viu, sorriu, chorou, cozinhou, amou.
Sim, viu amores, sentiu amores.
E quase sem sair de casa,
Viu muita coisa a velhinha centenária.

E eu vi,
Ainda tão jovem
E sem precisar sair de casa:
A praça da Paz Celestial
A igreja da Candelária
De massacres e chacinas nada divinos;
O fim da União Soviética,
A queda do muro de Berlim,
A derrocada do comunismo,
A explosão do consumismo. 
A queda do mauricinho Fernando Collor;
A ascensão do intelectual Fernando Henrique;
A ascensão do operário Luís Inácio Lula;
Os holofotes na estagiária de Bill Clinton,
A liberdade de Nelson Mandela,
A morte de um Papa,
A escolha de um novo Papa,
A decodificação do genoma humano.
A seleção brasileira vencer Copas do Mundo;
O mapa-múndi diferente;
Golfo, Kosovo, Bósnia-Herzegovina, Chechênia, 
Saddam Hussein, Milosevic,George Bush, Bin Laden,
E o ataque às Torres Gêmeas.
A revolução da internet;
Tsunamis e terremotos devastadores;
Um negro no poder nos EUA;
A primeira mulher presidente do Brasil;
Um robô em Marte.

E
 sei que ainda vou ver muita coisa.
Muita coisa boa.
Muita coisa ruim.
Mas vi muito pouco.
Tomara que eu veja tanto
Quanto a simpática velhinha centenária
Viu durante sua vida.
E que possa partir igualmente de forma serena,
Com a tranquilidade de saber ter visto
O que era mais importante.  
O essencial é saber ver”.*

*“O guardador de rebanhos”, de Alberto Caieiro

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Dia do amigo

"Tenho amigos que não sabem o quanto são meus amigos.
Não percebem o amor que lhes devoto e a absoluta necessidade
que tenho deles.
A amizade é um sentimento mais nobre do que o amor, eis que permite
que o objeto dela se divida em outros afetos, enquanto o amor tem
intrínseco o ciúme, que não admite a rivalidade.
E eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido
todos os meus amores, mas enlouqueceria se morressem todos os
meus amigos!
Até mesmo aqueles que não percebem o quanto são meus amigos e o
quanto minha vida depende de suas existências ...
A alguns deles não procuro, basta-me saber que eles existem.
Esta mera condição me encoraja a seguir em frente pela vida.
Mas, porque não os procuro com assiduidade, não posso lhes dizer
o quanto gosto deles.Eles não iriam acreditar.
Muitos deles estão lendo esta crônica e não sabem que estão
incluídos na sagrada relação de meus amigos.
Mas é delicioso que eu saiba e sinta que os adoro, embora não
declare e não os procure.
E às vezes, quando os procuro, noto que eles não tem noção de
como me são necessários, de como são indispensáveis ao meu
equilíbrio vital, porque eles fazem parte do mundo que eu,
tremulamente, construí e se tornaram alicerces do meu encanto
pela vida.
Se um deles morrer, eu ficarei torto para um lado.
Se todos eles morrerem, eu desabo!
Por isso é que, sem que eles saibam, eu rezo pela vida deles.
E me envergonho, porque essa minha prece é, em síntese, dirigida
ao meu bem estar. Ela é, talvez, fruto do meu egoísmo.
Por vezes, mergulho em pensamentos sobre alguns deles.
Quando viajo e fico diante de lugares maravilhosos, cai-me alguma
lágrima por não estarem junto de mim, compartilhando daquele prazer ...

Se alguma coisa me consome e me envelhece é que a roda furiosa da
vida não me permite ter sempre ao meu lado, morando comigo, andando
comigo, falando comigo, vivendo comigo, todos os meus amigos, e,
principalmente os que só desconfiam ou talvez nunca vão saber que
são meus amigos!


Vinícius de Moraes

terça-feira, 17 de julho de 2012

Estágio em Pedagogia/Psicologia

Escola de Educação Infantil contrata estagiários de Pedagogia/Psicologia para início imediato! 
Não necessita experiência anterior. 


Local de trabalho: Santo André/SP
Bolsa Auxílio: R$500,00 
Auxílio Transporte: R$130,00 


Interessados enviar currículo para: magistralescola@gmail.com