domingo, 2 de fevereiro de 2014

Músicas... Entrada

Olá!! 
Segue algumas sugestões de músicas para cantar com as crianças no momento da entrada, a recepção das crianças na escola... ;) 

BOM DIA COLEGUINHA COMO VAI ?
Bom dia , coleguinha como vai?
Bom dia coleguinha como vai?
Faremos o possível
Para sermos bons amigos.
Bom dia, coleguinha, como vai?
( Ritmo: música: Se você está feliz)

BOM DIA
A sineta está tocando
Para aula começar
Um bom dia assim cantando
Todos nós queremos dar

Nós vamos saudar primeiro
A mestra com simpatia
Dizer para a companheira
Bom dia! Muito bom dia

BOM DIA, BOM DIA
Entrando na nossa escola
Cantamos com alegria
Saudamos os professores
Bom dia, bom dia
Depois ao entrar na sala
Cantamos com alegria
Saudamos os coleguinhas
Bom dia, bom dia

BOA TARDE
Boa tarde minha gente trá-lá-lá-lá
Acabamos de chegar trá-lá-lá-lá
Quem tiver coração triste
Que se alegre pra cantar
Pois estamos na escola
Nossa vida é estudar
(Ritmo: música Fui no Tororó)

AO CHEGAR NA MINHA ESCOLA
Ao chegar na minha escola..
Quero já cumprimentar
Meus amigos, Professoras
Boa tarde, quero dar.
Boa tarde!

BOM DIA AMIGUINHOS
Ao chegar à nossa escola
Cumprimento toda gente
É bom começar o dia
Animado e contente
Digo alô aos amiguinhos
E bom dia à professora
Não esqueço do sorriso
Para nossa diretora.

BOA TARDE MEUS COLEGUINHAS
Boa tarde, meus coleguinhas.
De volta à escola estou.
Deixei a mamãe em casa.
Sua amiga agora sou.
Palma, palma, palma,
Pé, pé, pé,
Roda, roda, roda,
Nossa escola alegre é!

BOA TARDE, MEU AMIGO!
Boa tarde, meu amigo!
Boa tarde, meu irmão!
Com paz e com sorriso,
Cantemos a canção!
Dó, ré, mi, fá, fá, fá
Dó, ré, dó, ré, ré, ré
Dó, sol, fá, mi,mi,mi
Dó, ré, mi, fá, fá, fá
Há flores lá no campo,
ha nuvens lá no céu.
No rio vai correndo
Barquinho de papel!

ALÔ, BOM DIA
Alô, bom dia
Como vai você?
Um olhar bem amigo
Um largo sorriso
E um aperto de mão
E a gente sem saber
Como e porquê
Se sente feliz
E sai a cantar
Uma alegre canção
Bom dia nada custa
Ao nosso coração
É bom fazer feliz
O nosso irmão
Por Deus se deve amar
Amar sem distinção
Alô! Bom dia, irmão!

BOM DIA AMIGO
Bom dia amigo
Bom dia irmão
Abra um sorriso
E cante esta canção
As flores no campo
As nuvens no céu
As águas nos rios
E um barco de papel
Mas venha comigo
E me dê a sua mão
Viva essa vida
Com amor no coração



sábado, 4 de maio de 2013

Olhe Esse Vento nas Costas, Menino

Olhe Esse Vento nas Costas, Menino
Dráuzio Varella
Cuidado com a friagem, meu filho! Minha avó falava assim. A sua, provavelmente, também. Acho que todas as avós do mundo tiveram essa preocupação com os netos. Acostumados a considerar sábios os conselhos que chegaram até nós pela tradição familiar, também insistimos com nossos descendentes para que se protejam da friagem e dos golpes de vento, sem nos darmos conta de que fica estranho repetirmos tal recomendação ingênua em pleno século 21.
Se friagem fizesse mal, a seleção natural certamente nos teria privado da companhia de suecos, noruegueses, canadenses, esquimós e de outros povos que enfrentam a tristeza diária de viver em lugares gelados.
A crendice de que o frio e o vento provocam doenças do aparelho respiratório talvez seja fácil de explicar. Sem ideia de que existiam vírus, fungos ou bactérias, nossos antepassados achavam lógico atribuir as gripes e resfriados, que incidiam com maior frequência no inverno, à exposição do corpo às temperaturas mais baixas.
É possível que a conclusão tenha sido reforçada pela observação de que algumas pessoas espirram e têm coriza quando expostas repentinamente às baixas temperaturas, sintomas de hipersensibilidade (alergia) ao frio, que nossos bisavós deviam confundir com os do resfriado comum.
Confiantes na perspicácia de suas observações, as gerações que nos precederam transmitiram a crença de que friagem e golpes de ar provocam doenças respiratórias, restringindo a liberdade e infernizando a vida de crianças, adolescentes e até dos adultos:
– Não beba gelado, filhinho! Não apanhe sereno! Não saia nesse frio, minha querida, vai pegar um resfriado! Agasalhe essa criança; ela pode ficar gripada. Feche a janela, olhe esse vento nas costas! Descalço no chão frio? Vá já calçar o chinelo!
Crescemos obedientes a essas ordens. Quanto calor devemos ter sofrido no colo de nossas mães enrolados em xales de lã em pleno verão? Quantos guaranás mornos fomos obrigados a tomar nos aniversários infantis? Para sair nas noites frias, quantas camadas de roupa tivemos de suportar? Quantas vezes interromperam nossas brincadeiras porque começava a cair sereno?
A partir dos anos 1950, foram realizadas diversas pesquisas para avaliar a influência da temperatura na incidência de gripes, resfriados e outras infecções das vias aéreas.
Nesses estudos, geralmente realizados nos meses de inverno rigoroso, os voluntários foram divididos em dois grupos: no primeiro, os participantes passavam o tempo resguardados em ambientes com calefação, sem se exporem à neve ou à chuva. No segundo grupo, os participantes eram expostos à chuva, à neve e aos ventos cortantes.
Nenhum desses trabalhos jamais demonstrou que a exposição às intempéries aumentasse a incidência de infecções respiratórias. Ao contrário, diversos pesquisadores encontraram maior frequmicróência de gripes e resfriados entre os que eram mantidos em ambientes fechados.
Numa cidadezinha do interior da Holanda, na segunda metade do século XVII, um dono de armarinho chamado Antoni Leeuwenhoek, que tinha como distração estudar lentes de aumento, montou um aparelho que aumentava o tamanho dos objetos. Por uma curiosidade particular, dessas que costumam mudar os rumos da ciência, Leeuwenhoek, em vez de usar seu microscópio rudimentar para ampliar coisas pequenas, como patas de mosquitos, olhos de mosca ou buracos de cortiça, conforme faziam os ingleses naquela época, procurou as invisíveis. Examinou uma gota de chuva, a própria saliva, uma gota de seu esperma e ficou estarrecido com o que seus olhos viram.
Relatou assim suas descobertas: “No ano de 1675, em meados de setembro (…) descobri pequenas criaturas na água da chuva que permaneceu apenas alguns dias numa tina nova pintada de azul por dentro (…) esses pequenos animais, a meu ver, eram 10 mil vezes menores do que a pulga-d’água, que se pode ver a olho nu”.
Mais de 300 anos depois da descoberta dos micróbios, ainda continuamos a atribuir à pobre friagem a causa de nossas desventuras respiratórias. Convenhamos, não fica bem! Esquecemos que resfriados e gripes são doenças causadas por vírus e que sem eles é impossível adquiri-las. Aceitamos passivamente que o sereno faz mal quando cai em nossas cabeças e que o vento em nossas costas nos deixa doentes, sem pensarmos um minuto na lógica de tais afirmações. Qual o problema se algumas gotas de sereno se condensarem em nosso cabelo? E o vento? Por que só quando bate nas costas faz mal? Na frente não?
Gripes, resfriados e outras infecções respiratórias são doenças infecciosas provocadas por agentes microbianos que têm predileção pelo epitélio do aparelho respiratório. Quando eles se multiplicam em nossas mucosas, o nariz escorre, tossimos, temos falta de ar e chiado no peito. A presença do agente etiológico é essencial; sem ele podemos sair ao relento na noite mais fria, chupar gelo o dia inteiro ou apanhar um ciclone nas costas sem camisa, que não acontecerá nada, além de sentirmos frio.
A maior incidência de infecções respiratórias nos meses de inverno é explicada simplesmente pela tendência à aglomeração em lugares com janelas e portas fechadas para proteger do frio. Nesses ambientes mal ventilados, a proximidade das pessoas facilita a transmissão de vírus e bactérias de uma para outra.
A influência do ar condicionado na incidência de doenças respiratórias, entretanto, não segue a lógica anterior. A exposição a ele realmente favorece o aparecimento de infecções respiratórias agudas, mas não pelo fato de baixar a temperatura do ambiente (o ar quente exerce o mesmo efeito deletério), e sim porque o ar condicionado desidrata o ar e resseca o muco protetor que reveste as mucosas das vias aéreas. O ressecamento da superfície do epitélio respiratório destrói anticorpos e enzimas que atacam germes invasores, predispondo-nos às infecções.

domingo, 30 de dezembro de 2012

Ano Novo...


Senhor, dê-me serenidade para aceitar as coisas que não posso mudar,
a coragem para mudar as coisas que não posso aceitar e a sabedoria para esconder os corpos daquelas pessoas que eu tive que matar por estarem me enchendo o saco.

Também, me ajude a ser cuidadoso com os calos em que piso hoje, pois
eles podem estar conectados aos sacos que terei que puxar amanhã.

Ajude-me, sempre, a dar 100% no meu trabalho...
- 12% na segunda-feira,
- 23% na terça-feira,
- 40% na quarta-feira,
- 20% na quinta-feira,
- 5% na sexta-feira.

E... Ajude-me sempre a lembrar,
quando estiver tendo um dia realmente ruim e todos parecerem estar me enchendo o saco, que são necessários 42 músculos para socar alguém e apenas 4 para estender meu dedo médio e mandá-lo para aquele lugar...

Que assim seja!!!

Viva todos os dias de sua vida como se fosse o último.
Um dia, você acerta.

Luís Fernando Veríssimo

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Quero...


QUERO
"Quero que todos os dias do ano todos os dias da vida de meia em meia hora de 5 em 5 minutos me digas: Eu te amo.
Ouvindo-te dizer: Eu te amo,creio, no momento, que sou amado.No momento anterior e no seguinte,como sabê-lo?
Quero que me repitas até a exaustão que me amas que me amas que me amas.
Do contrário evapora-se a amação pois ao não dizer: Eu te amo,desmentes apagas teu amor por mim.
Exijo de ti o perene comunicado.Não exijo senão isto,isto sempre, isto cada vez mais.
Quero ser amado por e em tua palavra nem sei de outra maneira a não ser esta de reconhecer o dom amoroso,a perfeita maneira de saber-se amado:amor na raiz da palavra e na sua emissão,amor saltando da língua nacional,amor feito som vibração espacial.
No momento em que não me dizes:Eu te amo,inexoravelmente sei que deixaste de amar-me,que nunca me amastes antes.
Se não me disseres urgente repetido Eu te amoamoamoamoamo,verdade fulminante que acabas de desentranhar,eu me precipito no caos,essa coleção de objetos de não-amor."

Carlos Drummond de Andrade 

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

VERBO SER


VERBO SER

Que vai ser quando crescer?
Vivem perguntando em redor. Que é ser?
É ter um corpo, um jeito, um nome?
Tenho os três. E sou?
Tenho de mudar quando crescer? Usar outro nome, corpo e jeito?
Ou a gente só principia a ser quando cresce?
É terrível, ser? Dói? É bom? É triste?
Ser; pronunciado tão depressa, e cabe tantas coisas?
Repito: Ser, Ser, Ser. 
Que vou ser quando crescer?
Sou obrigado a? Posso escolher?
Não dá para entender. Não vou ser.
Vou crescer assim mesmo.
Sem ser Esquecer.

Carlos Drummond de Andrade